o edifício
O edifício, próximo das instalações actuais
da SIBS é implantado numa encosta, tendo 3 dos seus pisos
parcialmente enterrados no lado norte. Do ponto de vista
morfológico a construção apresenta-se como
um volume de 54 x 57 metros com 4 pisos completos mais um piso parcial
na zona do terraço. Esta configuração permite
obter grandes áreas de ocupação sendo que a
transmissão da iluminação natural fica prejudicada.
A configuração actual revela-se inadequada ao
funcionamento requerido pela SIBS e ao desejado controle eficiente dos
recursos energéticos. Longos corredores percorrem as
instalações e distribuem as salas existentes, permitindo
a rápida acessibilidade às Saídas de
Emergência (S.E.) e elevadores, criando ao mesmo tempo uma
sensação de isolamento e de
compartimentação total, reforçado pela
ausência de luz natural e de permeabilidade com os outros
espaços. Contudo, o sistema de circulações
presente é vinculativo para o cumprimento dos regulamentos
contra-incêndios para estabelecimentos deste tipo, tendo em conta
a localização de escadas de evacuação
(S.E.) construídas no local e a configuração geral
do edifício.
o conceito
“... A criação de um ambiente organizado foi a base
deste projecto. Os grupos de trabalho estão organizados em
áreas com configuração geométrica clara. A
ideia foi configurar espaços de gabinetes isentos de
móveis para arquivo, mesas para faxes e impressoras,
divisórias etc... delegando nos novos volumes
construídos, que medeiam a relação entre interior
e corredor, esta função.
Configuram-se assim volumes associados aos espaços de trabalho
que abrigam as funções acima definidas tal como as
áreas técnicas e as instalações
sanitárias. O corredor, ritmado por estes volumes é
também definido por paredes em vidro que criam com os volumes
efeitos de opacidade e transparência, permitindo ao mesmo tempo
uma permeabilidade visual e à luz, entre espaços,
desmaterializando (embora só virtualmente) a
compartimentação dos espaços ....
Os vidros funcionarão como filtros, prevendo-se a possibilidade
de utilização de iluminação RGB para dar
cor, se desejado, a estas superfícies.”
objectivo
O objectivo principal é intervir no interior,
re-organizando o espaço funcional adaptando-o às novas
funções, deixando inalterada a estrutura (agora
reforçada) e o aspecto exterior do edifício.
É de referir que dentro deste objectivo apresenta-se uma
proposta que reflecte o exigido pelo Decreto Lei 79/2006 de 4 de Abril,
tendo em consideração as problemáticas
energéticas actuais introduzindo grandes exigências no
conforto térmico, ar novo e controlo no gasto de energia
através da introdução integrada de painéis
solares para aquecimento das águas quentes sanitárias e
melhor distribuição da iluminação natural
para o interior e utilização de lâmpadas de baixo
consumo. A utilização da inércia térmica do
edifício também tem um papel importante nesta
estratégia energética e projectual.