Após o desastre do tsunami no Sudeste da Ásia a 26 de
Dezembro 2004, o governo norueguês procura um local comemorativo
na periferia da cidade de Oslo, numa iniciativa que pretende honrar as
vítimas e respectivas famílias e amigos. O espaço
proposto deverá ser um local de contemplação para
esses que vivenciaram acontecimentos dramáticos.
Conceito
A proposta, baseada em experiências sensoriais, pretende
transmitir a magnitude provocada pela emoção, empolgante
e cúmplice.
Crescendo a partir da frente marítima, o monumento cria uma
plataforma e culmina numa representação cristalizada da
“onda” ( uma onda tsunami entendida como uma excepcional
catástrofe natural). O poder e a esperança materializados
no espaço.
Percorrer
Um percuso, baseado em sentimentos opostos, iniciado a partir da água segue para o interior da onda.
A entrada, passando sob duas lâminas de cristas direcciona-nos a
um sentimento de impotência, metáfora da Natureza. O som
das gotas de água vigiam o andar, a agressividade da montanha de
água paira sobre nós.Ao subir a escada, apercebemo-nos do
sopro do vento, umas vezes forte e assustador, outras sussurrando. A
luz direcciona o caminho até ao cubo translúcido (um
espaço racional e puro), suspenso num espectro de água.
Ao entrar, o silêncio domina os nossos pensamentos.
Integração
A
integração do objecto com a paisagem é quase
natural. A sua forma e dimensão permitem-nos introduzi-lo ao
longo da costa, como um elo entre a água e a floresta. Nenhuma
infraestrutura viária é necessária para o
alcançar. Deverá ser um percurso livre e informal pela
natureza para que nos possamos aperceber do seu poder representativo. A
única restrição é a sua
orintação a Sul e consequente necessidade de encarar a
massa de água.