ficha tecnica

conceito
Por se tratar de um espaço antropológico, o projecto recusa uma imposição no terreno.

metodologia
A área do albergue é criada a partir de uma escavação (oito metros), limitada por muros que contêm a zona de circulação pública.

o projecto
Entre esses muros estão contidos dois níveis do albergue: o jardim no piso térreo e o albergue no primeiro piso.

sustentabilidade
O projecto estrutura-se segundo um princípio básico: materiais naturais de baixa condução térmica que continuam a ter grande capacidade de isolamento no interior.
Optou-se pela orientação solar a Sul. Todas as aberturas estão protegidas do sol directo no Verão, permitindo a sua penetração no Inverno. O sistema de ventilação é baseado no sistema de ventilação natural.

os caminhos livres
Re-interpretando a clara hierarquia das circulações da cidadela, a partir recepção (única entrada) há dois caminhos possíveis: o corredor do albergue que liga as três zonas do albergue, que se encontram divididas por pátios e que terminam no observatório; o jardim corredor conduz-nos para uma zona mais baixa, numa caminhada por entre várias sensações (terra, água, árvores e flores), que termina com um acesso privilegiado para o parque.

espaços vazios (pátios)
Como resultado do movimento racional dos caminhos no lote, os pátios vão completar a lógica de todo o albergue, garantindo a privacidade de cada espaço público. Resulta também como uma leve barreira climática entre o interior e o exterior, através dos seus pequenos jardins, compostos por água, plantas e árvores, que produzem simultaneamente uma agradável experiência visual.

espaços públicos
Contornado pelos caminhos, o albergue está organizado por três áreas; na entrada, a partir da área de recepção, um corredor leva-nos, por entre um espelho de água, até aos espaços comuns (sala de estar e de jantar). Atravessando por entre o jardim chegamos á zona dos quartos, um espaço mais íntimo com vista para o Oceano Pacifico.

                     
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