objectivos
Os parâmetros mais importantes que organizaram e ditaram as
“regras” deste projecto, na sua génese, procurando
fundir-se, foram: a relação construído-paisagem; a
exposição solar e ventilação; a hierarquia
entre os espaços da casa.
relação construído-paisagem
Aa visitas ao local efectuadas e o impacto com a paisagem, obrigou-nos
a reflectir sobre o conceito de habitação e de
integração. As sugestões/desejos abordados no
plano relativamente a construção de uma paisagem
habitada, o uso da “terra”, a premissa da eficiência
energética complementaram este quadro endereçando a nossa
pesquisa para a construção de uma paisagem habitada.
exposição solar e orientação
A procura da correcta orientação solar é uma base
do trabalho que desenvolvemos, pois mais do que uma boa
iluminação fornece (quando correctamente resolvido) de
forma passiva, através da irradiação solar, calor
no inverno permitindo um grande conforto térmico. Neste caso, a
orientação a Sul é claramente a mais indicada
sendo que o necessário sombreamento terá que ser estudado
conjuntamente com a ventilação natural.
A necessidade de providenciar uma ventilação transversal
em cada espaço, tal como a vontade de introduzir um sistema
passivo de arrefecimento de ar através do uso das propriedades
geotérmicas do terreno foram bases de trabalho.
hierarquias entre espaços da casa
A casa de férias é claramente um espaço de retiro
e de vivência familiar sendo que tem que obrigatoriamente
reflectir o “lifestyle” de quem a habita. A
relação entre espaços públicos e privados,
a sua interacção com o exterior e a
resolução conceptual, formal e programática
complementam o desafio com o objectivo de estruturar o projecto como um
elemento espacialmente fluido e versátil.
projecto
A casa nasce de uma manipulação do terreno que ao modelar
percursos e ao readaptar-se a topografias deixa aos vazios criados por
baixo a construção dos espaços habitáveis.
Neste movimento, a casa, agora parte integrante do terreno, perde a
habitual relação de domínio/barreira relativamente
ao terreno que ocupa, integrando-se, construindo uma nova topografia
habitada.
A circulação exterior é fluida e vencendo o
desnível natural do terreno permite uma teórica
continuidade. Este percurso descreve duas áreas exteriores
separando ao mesmo tempo o programa funcional (público e
privado). A primeira área exterior, com ligação
directa à via de acesso é a entrada sendo a segunda
área um pátio privado da zona dos quartos.
organização funcional
A chegada ao Hall é anunciada pelas duas paredes convergentes
que enfatizam a entrada. O átrio é a charneira da casa
distribuindo de um lado os espaços sociais e do outro os
privados. Os grandes volumes são separados funcionalmente por
“caixas”que ritmam o espaço definindo por cada um
uma função.
Do lado Sul desenvolve-se a zona pública que contém a
sala de estar/refeição e a cozinha. Um volume contendo
dispensa e zona de lavabo e I.S. os separa. O grande espaço de
estar é por sua vez subdividido por um móvel deslizante
cuja função é flexibilizar a área de cada
um tendo como base a necessidade de cada momento permitindo por exemplo
uma possível extensão da sala de refeição
no caso de uma refeição familiar extensa ou reduzir este
espaço aumentando a capacidade da sala de estar. è neste
volume, a poente, que se encontram as áreas técnica e o
eventual depósito de àgua da chuva a utilizar para a
rega. Toda a área social está aberta ao Jardim e à
piscina. Este espaço exterior é limitado pela parede
norte (cega) do vizinho e/ou por relevos topográficos permitindo
assim uma contenção física tal como uma
protecção visual para a estrada .
Do lado norte do hall, no prolongamento da garagem coberta e separada
desta por uma zona de lavanderia , acede-se à área dos
quartos. A definição dos espaços é feita
através de 3 volumes contendo cada um um closet e as
instalações sanitárias dos três quartos
(suites). Estes espaços, virados à sul, relacionam-se com
um pátio/jardim privado delimitado pela parede norte da sala e
por um talude a nascente.