Excerto da memória descritiva
“O projecto resume-se a um piso em mansarda que rege-se e
compõe-se através (tal como o edifício adjacente)
dos alinhamentos da fachada existente, como regra, seja no
alçado principal, seja no alçado tardoz. Uma única
chaminé, central, que nasce do sistema organizativo/funcional do
andar, recolherá todas as saídas existentes para
evacuação de fumos e ventilação
sanitária do prédio.
Na
sequência da recolha de dados sobre a configuração
dos telhados nesta zona, depreendemos que não obstante exista
uma coerência na “linguagem“ volumétrica as
coberturas estão repletas de “acessórios”
(antenas de tv, lanternins e chaminés). Entre todos estes
acessórios (em alguns casos a funcionar como elemento
compositivo) os que encontramos mais diferentes entre eles (altura,
largura,desenho) são as chaminés.
O nosso
esforço de integração dos painéis solares
na arquitectura parte do pressuposto de evitar uma sua futura
colocação como apêndice.
A
orientação deste edifício não permite a
colocação do painel por cima da cobertura pousando-o
acima da pendente. Ainda, a inclinação optimal de um
painel solar para aquecimento das águas sanitárias, para
um bom desempenho na época de maior consumo (inverno), dado o
percurso que o sol tem nesta estação, é entre
50º e 60º. Assim uma inclinação de 60º na
face sul da chaminé, permitirá a colocação
de um painel solar para aquecimento das águas quentes
sanitárias. No seu topo, a chaminé terá dois
lanternins contíguos que permitirão a
ventilação e iluminação natural da casa de
banho secundária e do vestíbulo. Outro lanternim, do lado
nascente iluminará a escada de acesso ao piso”.